"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados". Mahatma Gandhi.

sábado, 17 de setembro de 2011

Guarda responsável

Precisamos urgentemente expandir o conceito de Guarda Responsável a um outro nível e se Deus quiser um dia qualquer animal só poderá ser adotado ou comprado depois da pessoa candidata fazer um exame psiquiátrico de várias sessões e ser aprovada! Parece algo muito extremo, não é? Mas você já parou pra pensar no animal do hipocondríaco cheio de remédios também, o animal do esquizofrênico que é chutado pra bem longe quando seu tutor tem uma alucinação, o do anti-social extremo que não sai de casa pra nada e deixa seu animal sem ser socializado também. E o do bipolar que também tem variações de humor? E uma pessoa com dupla personalidade então? E a pessoa com depressão que não consegue interagir bem com outras pessoas e acaba afetando a interação com seu animal também? E por que várias sessões e não só uma? Porque as pessoas com os problemas mais graves são as mais manipuladoras e te fazem parecer que não tem nada, só a família conhece melhor, e é por isso que muitas vezes só conhecemos um esquizofrênico, uma pessoa com depressão profunda de vários anos e tantos outros distúrbios graves como aquele psicopata que sodomiza animais ou sente prazer em vê-los sofrer dentro de um forno ou os enforca, que faz sexo com animais mortos... quando vemos na tv!!! 


Existem pessoas e animais não humanos também com distúrbios emocionais e outras com distúrbios mentais, e qual a diferença? Os distúrbios emocionais podem ser controlados se for feita uma boa terapia e o tratamento for seguido sem interrupções, já os distúrbios mentais são mais graves porque interferem no controle das pessoas e o distúrbio vai estar sempre lá, podendo ser amenizado, mas não curado. O cérebro dos animais não humanos ainda não chegou a esse desenvolvimento, ainda bem! Eu não estou aqui nesse blog querendo me promover por comportamento estar na moda nem pra dizer: olha como eu sei mais de comportamento que vocês! A idéia do meu projeto é divulgar justamente o contrário, que a gente poderia retornar a reciprocidade que vivíamos antes, os benefícios mútuos e a troca de experiências e idéias que vivíamos numa época em que o trabalho era verdadeiramente em equipe e que a liberdade de expressão não era tão reprimida e respeitávamos mais as diferenças individuais, a natureza independente de cada um. 


As pessoas e animais não humanos com mais problemas de comportamento são aquelas que mais precisam da nossa atenção, e no entanto dizemos: se aproxima desse animal aqui que ele é bonzinho, se afasta desse outro que ele é agressivo! E no entanto ele só está querendo ser ouvido! Os animais não humanos não falam como nós, então mordem, latem, relincham, miam, cantam... e essa é a forma de comunicação deles. Eles podem querer dizer que estão bem ou que estão muito mal! Resgatar uma boa interação entre homem-homem, homem-animal não humano e animal não humano-animal não humano, é essa a idéia da Canis. Ninguém tem determinado comportamento porque é assim! Falamos muito isso: ah, ele é assim mesmo, mas esquecemos que os seres humanos e animais não humanos são uma interação biológica, social, genética e condutual.


Agora eu estou na Escola de Equitação Nissim Pazuello, ao lado do Roma do Adrianópolis, onde comecei a prestar consultoria comportamental aos cavalos de lá. Assista a palestra sobre Zoopsiquiatria e seja parceiro da Canis. 


Tayana.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

It's evolution, baby!

Adoro essa música do Pearl Jam (Do the evolution), ela fala exatamente o que a maioria das pessoas pensa, que só o humano pode evoluir, as outras espécies não! O cérebro dos animais não humanos também tem se desenvolvido com o tempo, afinal eles tem constantemente que se adaptar ao meio para conseguir sobreviver e isso exige inteligência, só é uma inteligência mais abstrata que acontece num ritmo mais lento que o nosso, mas acontece e não percebemos nessa vida corrida. Provas?

Um filhote de uma gata arranhou a cara da mãe, o que a mãe fez? Não, ela não agiu com seu instinto e deu uma boa repreensão nele, ela foi sábia e cortou as unhas da sua cria com a boca! 

Quer ouvir mais relatos impressionantes como esse sobre os sentimentos e emoções nos animais? A Canis tem a felicidade enorme de anunciar que conseguiu parceria para suas atividades, cursos e palestras, e a primeira palestra não poderia ser outra: Zoopsiquiatria,que loucura é essa? Um olhar diferente sobre a medicina veterinária. Olhar diferente porque a sociedade e até mesmo o meio veterinário se acostumou a tratar das doenças físicas e deixar de lado o emocional e mental das outras espécies, e isso não deveria acontecer porque se saúde só fosse física não teríamos tanto filho matando pai, pai estuprando o filho e gente cometendo tantas crueldades contra os outros animais, mas isso acontece porque até mesmo entre humanos achamos que tudo é físico por sermos tão visuais. 

Temas abordados: A história da Zoopsiquiatria no mundo. A mente dos animais não humanos. Medicina do Comportamento. Psicologia comparativa. Como é uma consulta comportamental? (diagnóstico, tratamento, prognóstico), Interação homem-animal não humano. Principais problemas comportamentais nas espécies domésticas. Relatos de caso.

Dia: 19/09.
Horário: A partir das 8h (será a segunda palestra, então deve ser por volta das 9h, confirme no ato da inscrição).
Valor: R$ 20,00 alunos da Nilton Lins e R$ 40,00 público externo.
Local: A palestra comporá parte da II Semana Acadêmica de Medicina Veterinária do Centro Universitário Nilton Lins e se dará no Auditório Vânia Pimentel.
Inscrição: Setor de pró-reitoria e extensão da mesma instituição, no Bloco Unicenter, sala 114. - 3643-2006/2136.

Já que problema de comportamento dividido bem com os outros se torna meio problema e felicidade dividida é felicidade em dobro, nada mais justo do que dois eventos da Canis!!!!

Mini-curso: Manejo Etológico Canino - comportamento canino pro dia-a-dia.


Programação: 

Dia 20/9 - Conteúdo teórico: 

Conhecendo o cão - domesticação, cognição e comunicação;
Manejo etológico canino - prevenindo problemas comportamentais do filhote ao idoso;
O problema já se manifestou, e agora?
Adestramento e Agility - Exercitando corpo e mente caninos. 

Dia 21/9 - Conteúdo teórico-prático.
Escolha do cão filhote e adulto através de testes de temperamento, bem como práticas relacionadas ao conteúdo do dia anterior.

Local: Auditório Vânia Pimentel, no Centro Universitário Nilton Lins (dia 20/9) e Hall da mesma instituição (21/9)
Horário: 14h às 18h.
Valor: R$ 25,00 alunos da Nilton Lins e 50,00 público externo.
Inscrições: Também na Pró-reitoria de Extensão, sala 114, UniCenter. 3643-2006/2136.

Grande agradecimento ao Centro Universitário Nilton Lins.

 TchAU miaus amigos, na próxima postagem comentarei a evolução sexual canina.

Tayana Briceño.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Animais não humanos em programas de TV

Texto extraído do site: http://etologia-no-dia-a-dia.blogspot.com/


O uso de animais em Programas de TV – Já deu! Queremos ver os animais na natureza!

Essa semana mais uma vez um fato traz a tona a questão que venho levantando há algum tempo: é certo usar os animais em shows de TV? Ofato em questão foi a agressão física e psicológica aferida às cabras pelo ator Thiago Gagliasso no reality “A Fazenda” da Record. E, além do ator confirmar a agressão (veja vídeo abaixo), o mesmo ainda se referiu aos animais de forma pejorativa e humilhante. Sempre pontuei o papel dos Comitês de Éticas, atualmente obrigatórios em qualquer instituição que use animais em ensino e pesquisa (veja a lei Arouca). Qualquer cientista que queira fazer uma pesquisa, mesmo de observação, sem manipulação, deve ter seu projeto aprovado e acompanhado pelo comitê, para que seja preservada as condições de bem-estar físico e psíquico dos animais. Agora, me diga, como que programas de TV que visam lucro e, pior, são formadores de opinião, usam os animais da forma queacham por bem? Há um acompanhamento? As emissoras de TV possuem um comitê de ética acompanhando as condições como esses animais são mantidos e usados, inclusive para trabalho? Os espetáculos com animais em circos já estão acabando, os rodeios e touradas, logo, logo... e a TV? Até onde sei os animais trabalhadores como os cães das novelas, têm contrato e termos de trabalho, além da remuneração dos seus tutores. Porém existem vários programas que já estão exagerando e a comunidade está se manifestando: O Hipertensão ao usar os animais para colocar pânico nos participantes geram muito mais pânico nos animais; O Mais você cozinhando animais vivos, a Fazenda já tem histórico, como o episódio da morte da aranha, um animal nativo e silvestre, logo sob os cuidados de órgãos federais. E agora, esse menino refletindo o comportamento de muita gente, tratar os animais com desrespeito, subjugando-os a fim de se aumentar a sua autoestima. A comunidade está se mobilizando, essas e outras situações já são insustentáveis no momento de amadurecimento das nossas concepções morais, éticas e legais. Blogs como “O grito do Bicho” tem feito um trabalho bacana de ser a voz desses animais, e diferentes profissionais discutem e trabalham para efetivar essa nova ética. Inclusive, essa semana em Curitiba teremos o Congresso de Bioética e Direito animal! Além do Curso de Bem-estar animal e Enriquecimento Ambiental. Vamos buscar uma nova forma de viver em comunidade!
Link para petição pública para expulsão do Tiago: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N14046

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cães no veterinário

Ontem foi o dia do médico veterinário e acho o momento muito propício para este texto. Outro dia um colega me perguntou como fazer para que um cão se sinta bem no veterinário e não tenha seu comportamento alterado e se mantenha tranquilo. Eu comecei a pensar em uma situação que ocorreu há alguns meses atrás. Eu estava sentada na recepção de um consultório e havia também uma criança de uns 10 anos com seu poodle do colo. Um adulto do lado lhe perguntou: mas por que você não o coloca no chão? (o cão estava tremendo). A criança disse: é que ele vai sair correndo de medo! Pois bem, muitas pessoas cometem esse erro de pensar: ele vai fazer isso, vai fazer aquilo, e acabam evitando que a situação ocorra, já se antecipando com a justificativa de que o cão não vai se comportar bem. O que deveria ser feito, não só nessa situação, mas em muitas outras é expor o animal a determinadas situações e a partir daí observar seu comportamento: se o cão agir bem recompense-o mostrando que seu comportamento foi não só aceitável como também saudável e que ele deve continuar assim. A recompensa deve ser algo natural e sincero, feito com entusiasmo, seja ela alguma comidinha gostosa, um brinquedo que o cão gosta ou um bom carinho. Se o cão se comportar mal deve haver direcionamento para que o cão entenda que aquele não foi um bom comportamento e que ele não deve mantê-lo. Gritar e reclamar: não faz isso cachorro mal educado, não faz xixi aí, pára! não adianta de nada.

Uma boa forma de ambientá-lo melhor é deixá-lo explorar o ambiente, guiá-lo até onde ele pode ir e deixá-lo cheirar o chão, pessoas, objetos e o que estiver a sua volta. Infelizmente muitas pessoas leigam não veem bem o ato de cheirar do cão e procuram evitar isso, mas é dessa maneira que ele identifica o ambiente e fazer com que o consultório se torne algo conhecido e seguro para o cão é essencial. Um cão pode demonstrar insegurança e estresse em um consultório veterinário pelo fato de ser algo que ele não pode controlar, muitas coisas estão acontecendo e o imprevisível gera ansiedade (o mesmo vale no banho e tosa).

Outra dica que melhora muito a vida os veterinários e que todos os veterinários deveriam informar aos seus clientes. Desde que o cachorro chega na sua casa ou apartamento você deve acostumá-lo aos mais diversos estímulos. Cortar as unhas regularmente, pentear se for necessário, escovar os dentes de preferência diariamente (seja com uma gaze com água, um dedal ou escova de dentes própria para cães), limpar os ouvidos (de preferência com algodão, não com cotonete). O que acontece na sua maioria é que as pessoas deixam para os banhistas, tosadores e veterinários essas atividades, e como não está acostumado, o cão naturalmente estranha e muitas vezes não se comporta bem, pelo fato de não estar habituado. A situação se complica porque muitos desses profissionais não sabem como manejar isso e acabam continuando o serviço, ignorando latidos, mordidas e tremedeiras, e o cão fica mais incomodado e menos ele gosta de tudo isso. 

Todas as atividades a serem feitas rotineiramente devem ser prazerosas e agradáveis para os cães, não devem ser feitas de forma mecânica. Fazer o cão ir aceitando aos poucos, gradualmente, faz parte do processo. No primeiro dia de escovar os dentes, por exemplo, simplesmente mostrar o material que será utilizado e novamente deixá-lo cheirar. Já no segundo dia introduzir o material na boca do cão, deixando-o mastigar um pouco. No terceiro dia começar a fazer a escovação propriamente dita, ainda que em pequenos movimentos que durem pouco. E aí no quarto, quinto dia e assim por diante já ir aumentando gradualmente o tempo de duração até o cão estar adaptado. Paciência, dedicação, disciplina, foco, direcionamento, constância e consistência são palavras que não devem faltar. 

Outra dica importante: não crie muitas expectativas. Muitas vezes ficamos com tanta expectativa em relação à forma como o cão vai se comportar em determinado lugar que isso acaba gerando ansiedade e até mesmo nervosismo, e o cão pode muito bem perceber isso e sentir-se inseguro (afinal de contas, se a pessoa que está com ele e o conduziu até o lugar está insegura, por que ele não estaria?). Manter a calma sem esquecer da ação.

Outra dica que pode funcionar para pessoas que moram perto dos consultórios veterinários. Leve seu cão a pé em um passeio gostoso e acostume-o a isso. Dessa forma ele vai associar a ida ao veterinário a um momento de ótima interação social com você e a hora de ir ao veterinário vai ser menos tensa. 

Para finalizar, brinque com o seu cão na sala de espera do consultório e na mesa de atendimento (se ele estiver em condições pra isso), interaja com ele, com as pessoas a sua volta e com os outros animais, tornando o ambiente mais leve.

Tayana Briceño, veterinária zoopsiquiatra com muito orgulho
8445-3709/32365409
comportamentoanimal@live.com

*Em breve vários cursos de comportamento canino e agora também felino! 

domingo, 4 de setembro de 2011

Cocô de cachorro vale ouro!


"As calçadas de Nova Taipei, em Taiwan, andavam imundas. Na tentativa de mobilizar a população pela limpeza pública, o governo resolveu oferecer tíquetes para sorteios de barras de ouro em troca de sacolinhas de… excrementos animais.
O sistema é bem simples: cada sacolinha de fezes entregue aos agentes de limpeza vale um número para o sorteio de três barras de ouro com valor entre US$ 216 e US$ 2100.
No ano de 2009, o governo oferecia 100 dólares tailandeses por quilo de cocô entregue aos agentes. Por motivo de bom senso, a campanha desse ano não pesa mais os excrementos, e, ao que tudo indica, a coleta está um sucesso."
Confiram no video: