"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados". Mahatma Gandhi.

domingo, 10 de abril de 2011

Projeto: Mordida, nem de brincadeira!

Olá a todos. Hoje vou comentar um assunto de extrema importância. Muitos casos de abandono de cães decorrem do fato do proprietário não saber como lidar com o cão e este acaba tornando-se agressivo com todos da casa, sejam infantes ou adultos. Essa agressividade pode gerar comportamentos destrutivos como mordidas, causando dano físico (pela dor e consequente ferida) e psicológico (possíveis traumas que as crianças possam adquirir de cachorros, fazendo com que demorem mais a voltar a ter um convívio bom com eles, ou até mesmo com que este trauma perdure para sempre).

Além disto, há o dano físico e psicológico também para os cães, que podem ser agredidos ou até mortos (dependendo da intensidade da mordida e da educação do proprietário), e sofrem (SIM) com o abandono, ainda mais se estiverem convivendo há muito tempo com a família e forem levados a um lugar que, além de estranho, tenha condições desfavoráveis a uma vida plenamente saudável.

Pensando nisto, a Canis resolveu criar o Projeto: Mordida, nem de brincadeira! É uma proposta voltada para o público infantil, podendo claro ter a participação dos pais ou familiares responsáveis, em que serão ministradas palestras para que seja passado o conhecimento necessário para que sejam evitadas as mordidas nos nossos pequenos tesouros. Conhecimentos em comportamento e comunicação canina serão ministrados de maneira lúdica e simples, de fácil compreensão.

Mais de 50% das vítimas fatais de mordidas são crianças. Ajudem-me a divulgar esta idéia. Por enquanto tenho uma palestra agendada para o dia 14/05, no valor de R$ 30,00 por inscrição (criança sozinha ou com os responsáveis), mas a idéia é também chegar até as pessoas de baixa renda. Também treino colegas veterinários ou simplesmente pessoas interessadas que queiram adotar o projeto e prosseguir com a corrente.

Tayana Briceño.
(92) 3236-5409/8445-3709
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cães e crianças - Parte 2

Quando se fala em um cão mais adequado para uma criança, logo vem a mente: Golden Retriever. Este é sem dúvida um animal extraordinário para crianças, porque além de ter paciência com elas, é muito inteligente. Mas existem outras raças que também são boas com os pequenos.

De forma geral, os cães de raças maiores costumam ser melhores companhias para elas. Cães como o Boxer, Labrador Retriever, Basenji, Collie, São Bernardo, também podem ser ótimos com crianças. Falando em raças pequenas, acredito que a que tem mais paciência com crianças seja o Pug.

Vale lembrar que você deve sempre levar em consideração que não é só a característica comportamental da raça que conta, há variações individuais entre indivíduos de mesma raça. Como exemplo eu posso dar o Yorkshire (que geralmente não é um cão muito bom com crianças pequenas, por ser muito agitado e latidor). Outro dia eu visitei uma cliente que tem uma yorkshire que não é de latir muito. Tudo isso também vai da educação que o proprietário dá, dos estímulos físicos e mentais que ele oferece ao cão.

Outro fator que deve ser ressaltado é: você quer dar um cão para a sua criança agora, mas o tempo vai passar e um cão vive anos e anos, você terá condições no futuro de prover a atenção que seu cão merece? Terá condições financeiras? Saberá ter paciência e agir com disciplina? Terá tempo e disposição para cuidar do animal? Tudo isso são fatores muito importantes antes de optar pela entrada de um cão na casa, e o mais importante é entender que, seja a raça de cachorro que for, devem ser educados tanto os cães como as crianças, para que possa haver um convívio mais tranquilo e pacífico entre ambas espécies.

Segue um artigo muito bom sobre a escolha do cão.

http://caninablog.wordpress.com/2011/03/27/momento-chave-como-escolher-o-cachorro/

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cães e crianças - Parte 1


Como prevenir seu filho pequeno de ser mordido por um cão.
Cheri Lucas

É importante que os adultos tenham uma compreensão básica de que medidas preventivas podem ser tomadas para impedir que crianças sejam mordidas.

Se você está planejando adotar um cão de um abrigo, fique ciente do temperamento dele. Cães com histórico de agressão não são adequados para casas com crianças.

Antes de levar um novo cão para casa, avalie o nível de conforto que a criança tem ao ficar perto de um cão. Se ela exibe medo ou apreensão, essa atitude pode geralmente desencadear uma agressão. É muito melhor esperar mais um tempo para adotar ou comprar um cão do que arriscar a segurança da criança. O melhor a fazer é trabalhar esse medo com ela.

Advirta o pequenino para que ele não seja a primeira pessoa a se aproximar de um cachorro estranho. Permita que o cão cheire-o antes de interagir com ele. Ensine que os cães não gostam de ser abraçados em volta do pescoço ou de serem beijados. Crianças são geralmente mordidas no rosto ou no pescoço como resultado dessa prática.

Ensine  a criança a ler a linguagem corporal canina, lembre-a sempre de que os cães não podem conversar com ela da mesma forma que os homens conversam uns com os outros. Muitas vezes eles apresentam certos tipos de linguagem corporal para alertar as pessoas de que não estão confortáveis com a abordagem do ser humano ou com sua energia. Se a criança não consegue captar isso, o cachorro pode sentir que o seu único recurso é a mordida.

Exemplos comuns de linguagem corporal que indicam que o cão não quer interagir no momento com uma criança podem incluir: postura rígida ou imóvel, lambendo lábios, rosnando e/ou aumentando sua cauda com a aproximação. Percebendo esses sinais, peça para a criança evitar  olhar diretamente, movendo-se lentamente para longe do cão. Aconselhe-a a nunca gritar ou sair correndo de perto de um cão assim, pois isso pode provocar seu instinto presa para ir atrás da criança.

Nunca permita que provoque ou insulte um cachorro, especialmente se ele está comendo ou protegendo um item de alto valor para ele, como seu comedouro, um osso ou um brinquedo. Em última análise, sua responsabilidade é supervisionar a criança quando ela está interagindo com seu cão.

Por último, mas não menos importante, sempre procure manter-se calmo e passe essa tranquilidade para o seu animal. Cães alterados são de longe muito mais suscetíveis a morder outra pessoa do que cães equilibrados.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mentiras sobre cães.


Hoje dia primeiro de abril é o dia da mentira, então nada melhor do que contar mentiras que ouvimos ou lemos (principalmente na internet) sobre cães.

Mentira: “Dobermans foram criados pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial” 

Verdade: Proveniente da Alemanha, estes cães foram desenvolvidos por Louis Doberman, no estado de Thüringen, nos finais do séc. XIX. O seu criador era um cobrador de impostos e, talvez por esse motivo, quisesse um cão feroz, ágil e bravo que o ajudasse na sua ingrata tarefa e o protegesse dos ladrões. Sabe-se que o Louis Dobermann utilizou diferentes raças para edificar a estirpe que havia idealizado. Todavia, não existem registos dos cruzamentos que efetuou, pelo que hoje, a ascendência dos Dobermans é incerta, restando-nos apenas várias sugestões de autores. Alguns consideram que nele está presente a agressividade do Pinscher Alemão, a resistência do Rottweiler e alguns aspectos da sua aparência do Manchester Terrier. Outros, porém, enunciam o Pastor de Beauceron, que é um cão fisicamente robusto e muito observador. Por fim, existe a teoria que Louis cruzou os chamados “cães carniceiros” (cães do tipo primitivo) com um cão pastor preto com manchas castanhas que existia em Thüringen.

Mentira: Cães de grande porte são os mais agressivos.
Verdade: É muito mais fácil você ser mordido por um pinscher do que por um pit bull, o que acontece é que a força da mordida e repercussão de um ataque de pit bull são bem maiores do que as de um ataque de um cão pequeno.

Mentira: Cão que ladra não morde. 

Verdade: Um cão que late tem menos chances de morder, pois a pessoa se afasta com o latido, mas isso não significa que não possa morder.

Agora o que é verdade falando de agressividade canina é que a agressividade pode sim ser hereditária. E uma cruza de um cão agressivo com uma cadela medrosa gera um filhote que tem grandes probabilidades de se tornar agressivo por medo.

@Canis_Manaus
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Tayana Briceño.